RIO DE JANEIRO – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) oficializou sua candidatura à Presidência da República na manhã deste domingo (16), em ato realizado na Avenida Atlântica, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Usando colete à prova de balas e camisa verde e amarela, o parlamentar priorizou a região Sudeste para o início da campanha sob o slogan “O Brasil vai vencer”.
Simbolismo e ausências
O evento buscou transferir o capital político do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, para o filho. Um áudio antigo do ex-presidente foi reproduzido no trio elétrico, e Flávio chegou a comparar a popularidade do pai à de Pelé.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não compareceu ao Rio, justificando a ausência pelos cuidados com o marido e por sua própria campanha ao Senado pelo Distrito Federal. Em Brasília, Michelle realizou um evento paralelo e reforçou o apoio ao enteado. O pastor Silas Malafaia também enviou áudio de apoio justificando a ausência.
Segurança Pública e Soberania
Em seu pronunciamento, Flávio adotou um tom incisivo contra a criminalidade e o atual governo. O candidato vinculou o conceito de soberania diretamente à segurança pública urbana:
“Nós perdemos a soberania. Não temos mais soberania sobre nosso celular, nosso carro, sua bolsa, nossa casa”, declarou o senador.
Flávio também criticou a política externa do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, ironizando os embates diplomáticos recentes com os Estados Unidos. “Briga com um país a 10 mil quilômetros de distância, mas não briga com traficante”, afirmou.
Economia, Corrupção e Aceno ao Eleitorado Feminino
No campo econômico, o candidato do PL atribuiu a inflação e a alta do custo de vida à gestão fiscal do governo federal e prometeu reduzir a máquina pública. Diante das críticas sobre violência de gênero, Flávio fez um aceno ao eleitorado feminino, prometendo medidas rígidas de combate ao feminicídio.
O candidato a vice-presidente na chapa, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), também foi defendido por Flávio. Gaspar enfrenta acusações que a campanha classifica como perseguição política decorrente de sua atuação na CPMI do INSS, onde pediu o indiciamento de um dos filhos do presidente Lula.
O ato contou com a presença de lideranças do partido, incluindo o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, os candidatos ao Senado Carlos Portinho e Carlos Jordy, e o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho.
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