A corrida presidencial do segundo turno das Eleições 2026 levou milhares de pessoas às ruas da região central de Campinas (SP). Convocada inicialmente por redes sociais através de coletivos juvenis e lideranças estudantis, a Marcha pela Democracia tomou o Largo do Rosário na manhã de domingo (11) em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que enfrenta o senador Flávio Bolsonaro (PL) na votação decisiva do próximo dia 25 de outubro.
De acordo com os movimentos organizadores, o ato figurou como uma das maiores manifestações progressistas da última década no município, destacando-se pela união de partidos de esquerda, centrais sindicais e movimentos sociais.
O Foco Estratégico: Reduzir a Abstenção e Dialogar com Indecisos
O pano de fundo da manifestação está amparado em dados matemáticos do primeiro turno (4 de outubro). Em Campinas, o colégio eleitoral conta com 870.672 eleitores. Na primeira etapa da votação, Flávio Bolsonaro conquistou 329.733 votos (52,07% dos válidos), abrindo uma vantagem de 87.761 sufrágios sobre Lula, que obteve 241.972 votos (38,21% dos válidos).
Diante desse cenário, a tônica dos discursos em cima do carro de som concentrou-se na busca pelos 205.914 eleitores campineiros que não compareceram às urnas no primeiro turno — um índice de abstenção expressivo que a campanha petista tenta reverter na reta final. “O foco central é dialogar com quem votou nulo, branco ou simplesmente não foi votar no dia 4”, apontaram os coordenadores locais do movimento.
Trajeto e Impacto na Região Central
A concentração teve início por volta das 10h no histórico Largo do Rosário. Próximo das 11h30, os manifestantes munidos de bandeiras, faixas de apoio e pautas como a valorização do salário mínimo e a defesa da educação pública iniciaram o deslocamento.
O cortejo percorreu importantes eixos arteriais da cidade. O trajeto mapeado incluiu a Avenida Francisco Glicério, com conversões e passagens pela Rua Irmã Serafina, Avenida Anchieta e Avenida Benjamin Constant. Agentes da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) acompanharam a movimentação promovendo bloqueios operacionais pontuais nos cruzamentos para garantir a segurança viária dos pedestres e minimizar o impacto no trânsito, que registrou lentidão moderada refletida em aplicativos de monitoramento como o Waze.
A demonstração de força na cidade faz parte de uma agenda nacional unificada: no mesmo fim de semana, atos similares de grande magnitude estenderam-se por mais de 70 cidades brasileiras, incluindo o Rio de Janeiro, Recife, Goiânia e a Avenida Paulista, em São Paulo. Em continuidade à agenda, uma nova marcha-cortejo artística com foco em diálogo de rua (“vira-voto”) está convocada por estudantes e coletivos na Estação Cultura para o próximo sábado (17) às 10 horas.
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