CAMPINAS (SP) – O cenário cultural da Vila Padre Anchieta recebeu um marco de forte potência artística e reflexão social. A atriz, poetisa e dramaturga campineira Jeniffer Éffe’s subiu ao palco do Espaço Cultural Maria Monteiro para apresentar o espetáculo “Aqualtune e as Escreviventes”. A produção, realizada em parceria com Maíra Prates — que também assina a direção —, atraiu moradores da região com sessões gratuitas.
Criado originalmente em 2024 a pedido da Secretaria da Educação para integrar o seminário “Conhecer a História é Preciso”, o espetáculo estreou na Escola Municipal Correia de Melo, em Campinas. Desde então, a obra construiu uma sólida trajetória de circulação por diferentes espaços e festivais do estado de São Paulo, consolidando-se como uma narrativa que entrelaça memória, ancestralidade, resistência negra e a literatura produzida por mulheres negras.
A criação parte da história de Aqualtune, rainha do Congo e ancestral de Zumbi dos Palmares, estabelecendo diálogos profundos com as trajetórias e obras de escritoras negras brasileiras. Na temporada de 2026, o trabalho ganhou uma nova configuração cênica e uma dimensão ainda mais coletiva com a participação do ator Matheus Janeiro, que interpreta Davenga, personagem inspirado na literatura de Conceição Evaristo.
Utilizando a ambientação de um bar de periferia, a peça ressignifica o espaço como um refúgio de acolhimento. No cardápio desse estabelecimento fictício, em vez de bebidas, o público encontra poemas, livros e referências da história afro-brasileira. Em constante transformação, “Aqualtune e as Escreviventes” reafirma a arte como um poderoso instrumento de memória e criação de novas narrativas sobre a história negra no país.
Participe da nossa rede de jornalismo!
Você tem flagrantes, fotos ou sugestões de eventos e notícias no seu bairro? Fale diretamente com a nossa equipe! Envie uma mensagem para o nosso WhatsApp: (19) 98369-2505 e nos ajude a valorizar o que acontece de melhor na nossa comunidade.











































