Entenda a polêmica envolvendo Flávio Bolsonaro e o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida

Uma antiga proposta legislativa voltou a repercutir e movimentou o cenário político e religioso brasileiro. Informações falsas que circularam nas redes sociais acusaram o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), de articular com grupos fundamentalistas a retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, caso seja eleito.

O candidato negou veementemente a informação e classificou o episódio como “fake news”, responsabilizando a emissora GloboNews pela disseminação inicial do conteúdo. A emissora, posteriormente, corrigiu a informação.

A origem do projeto de lei

Na realidade, o plano de alteração do título não pertence a Flávio Bolsonaro. Trata-se do Projeto de Lei 2.623/2007, de autoria do ex-deputado federal e pastor evangélico Victório Galli. A proposta original pretendia mudar o termo legal do feriado de 12 de outubro para “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. O texto foi arquivado pela Câmara dos Deputados ainda em 2008. Galli, no entanto, mantém ligações políticas com a família Bolsonaro, tendo sido assessor especial no governo de Jair Bolsonaro em 2019, o que motivou a associação do caso com a campanha atual.

Reações políticas e pronunciamento da TV Aparecida

O assunto gerou forte reação entre figuras políticas de diferentes espectros:

  • Geraldo Alckmin: O vice-presidente se manifestou nas redes sociais afirmando ter recebido mensagens de católicos preocupados. Sem citar nomes, Alckmin garantiu que, enquanto ele e o presidente Lula governarem, as tradições católicas e o respeito a todas as religiões estarão preservados e protegidos.
  • Simone Tebet: A ex-ministra e candidata ao Senado publicou uma foto rezando na Basílica de Aparecida com a legenda: “Que Nossa Senhora Aparecida proteja o Brasil”.
  • TV Aparecida: O canal oficial da Igreja Católica publicou de forma sutil um vídeo com imagens da santa e uma mensagem focada na fé e na união, reforçando o papel de Maria na proteção dos fiéis.

O episódio reflete o acirramento do debate religioso e de fake news no contexto da campanha presidencial de 2026.

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