Início de campanha: Falta de drones impede medição em ato de Lula; evento de Flávio Bolsonaro em Copacabana é monitorado

O primeiro domingo (16) de campanha eleitoral oficial foi marcado pelos atos públicos dos dois nomes que lideram as intenções de voto para a presidência: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Ambos escolheram suas bases políticas históricas para a largada, mas os bastidores da contagem de público de cada evento geraram cenários distintos.

Na capital fluminense, apoiadores do senador Flávio Bolsonaro se concentraram na Praia de Copacabana. O Monitor do Debate Político no Meio Digital (USP/Cebrap), em cooperação com a ONG More in Common, conseguiu mapear a mobilização. Utilizando fotografias aéreas processadas por inteligência artificial, o grupo identificou um pico de presença entre 7.800 e 9.900 participantes por volta das 11h30.

Já no ABC Paulista, o comício do presidente Lula no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, não pôde passar pelo mesmo crivo científico. Os pesquisadores relataram que a coordenação da campanha petista vetou o uso de drones na área. A segurança oficial da Presidência opera com bloqueadores e ferramentas de interceptação de aeronaves não identificadas. Esse veto contrasta com o histórico de 2022, quando o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) havia liberado o sobrevoo do mesmo projeto da USP em um evento na capital paulista.

Diante do impedimento técnico, as versões sobre o público na Vila Euclides divergiram. O secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, projetou o público em “mais de 40 mil pessoas” — o estádio tem capacidade nominal de 12.578 espectadores nas arquibancadas, mas a pista do gramado também estava aberta. Por outro lado, a equipe de reportagem da revista Veja registrou a presença de clareiras nas arquibancadas e perímetros isolados apenas com bandeiras partidárias.

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